O que acontece no filme (spoilers leves)
A história é dividida em três atos, e cada um tem um clima próprio. No primeiro, que se passa entre 1991 e 1995, os amigos de infância Takaki Tono e Akari Shinohara se aproximam por gostarem das mesmas coisas, até que a família dela se muda para Tochigi. Quando Takaki descobre que também vai se mudar, para Kagoshima, ele decide encontrá-la uma última vez. Uma nevasca atrasa o trem, o encontro acontece tarde da noite e o primeiro beijo vem junto com a certeza de que eles não vão ficar juntos.
No segundo ato, em 1999, a câmera troca de ponto de vista: Takaki agora está em Tanegashima, e quem narra é Kanae, colega que gosta dele desde o ensino fundamental. Ela percebe que ele vive escrevendo mensagens que nunca envia e que o olhar dele está sempre em outro lugar. Durante o lançamento de um foguete, ela tenta se declarar, mas entende que ele procura algo que ela nunca vai alcançar. Esse é, para muita gente, o capítulo mais doloroso, porque ninguém é vilão ali.
O terceiro ato pula para 2008. Takaki é programador em Tóquio, Akari está prestes a se casar com outra pessoa, e os dois voltam a sonhar com a noite da neve. Há um reencontro quase perfeito num cruzamento de trem, só que um trem passa na hora errada. O final é divisivo até hoje, e é exatamente por isso que se discute tanto.
O significado do título e a trilha que destrói qualquer um
O nome faz referência à velocidade com que as pétalas de cerejeira caem, e funciona como metáfora de duas pessoas que começam juntas e vão se afastando devagar, sem perceber. A trilha é de Tenmon, com um piano que o Anime News Network chamou de de tirar o fôlego, e o encerramento usa "One More Time, One More Chance", de Masayoshi Yamazaki, canção que virou praticamente indissociável do filme.5 Centímetros por Segundo nos Cinemas do Brasil: Anime e Live-Action Estreiam em 8 de Outubro — Vale Rever o Clássico de Shinkai?
Por André Rodrigues · 01 de out. de 2026
Imagem: Divulgação/CoMix Wave Films
Prepare o lencinho, porque o cinema brasileiro vai ganhar, em 8 de outubro de 2026, uma dobradinha que poucos fãs de anime esperavam ver na telona: a distribuidora Sato Company confirmou a estreia de 5 Centímetros por Segundo, tanto o anime original de Makoto Shinkai quanto a versão em live-action japonesa. É a chance de ver, numa sala escura e com som decente, um dos filmes que mais gente já chorou escondida no travesseiro.
Por que essa estreia importa tanto
O anime saiu no Japão em 3 de março de 2007, pelo estúdio CoMix Wave, e foi o primeiro trabalho em que Shinkai contou com uma equipe completa de animadores e artistas, em vez de fazer quase tudo sozinho como nos primeiros curtas. Com 63 minutos, o filme abandona o sci-fi e a fantasia dos trabalhos anteriores do diretor e aposta em algo bem mais cruel: a vida real, com distância, tempo e gente que simplesmente deixa de se falar.
O que acontece no filme (spoilers leves)
A história é dividida em três atos, e cada um tem um clima próprio. No primeiro, que se passa entre 1991 e 1995, os amigos de infância Takaki Tono e Akari Shinohara se aproximam por gostarem das mesmas coisas, até que a família dela se muda para Tochigi. Quando Takaki descobre que também vai se mudar, para Kagoshima, ele decide encontrá-la uma última vez. Uma nevasca atrasa o trem, o encontro acontece tarde da noite e o primeiro beijo vem junto com a certeza de que eles não vão ficar juntos.
No segundo ato, em 1999, a câmera troca de ponto de vista: Takaki agora está em Tanegashima, e quem narra é Kanae, colega que gosta dele desde o ensino fundamental. Ela percebe que ele vive escrevendo mensagens que nunca envia e que o olhar dele está sempre em outro lugar. Durante o lançamento de um foguete, ela tenta se declarar, mas entende que ele procura algo que ela nunca vai alcançar. Esse é, para muita gente, o capítulo mais doloroso, porque ninguém é vilão ali.
O terceiro ato pula para 2008. Takaki é programador em Tóquio, Akari está prestes a se casar com outra pessoa, e os dois voltam a sonhar com a noite da neve. Há um reencontro quase perfeito num cruzamento de trem, só que um trem passa na hora errada. O final é divisivo até hoje, e é exatamente por isso que se discute tanto.
O significado do título e a trilha que destrói qualquer um
O nome faz referência à velocidade com que as pétalas de cerejeira caem, e funciona como metáfora de duas pessoas que começam juntas e vão se afastando devagar, sem perceber. A trilha é de Tenmon, com um piano que o Anime News Network chamou de de tirar o fôlego, e o encerramento usa "One More Time, One More Chance", de Masayoshi Yamazaki, canção que virou praticamente indissociável do filme.
O que acontece no filme (spoilers leves)
A história é dividida em três atos, e cada um tem um clima próprio. No primeiro, que se passa entre 1991 e 1995, os amigos de infância Takaki Tono e Akari Shinohara se aproximam por gostarem das mesmas coisas, até que a família dela se muda para Tochigi. Quando Takaki descobre que também vai se mudar, para Kagoshima, ele decide encontrá-la uma última vez. Uma nevasca atrasa o trem, o encontro acontece tarde da noite e o primeiro beijo vem junto com a certeza de que eles não vão ficar juntos.
No segundo ato, em 1999, a câmera troca de ponto de vista: Takaki agora está em Tanegashima, e quem narra é Kanae, colega que gosta dele desde o ensino fundamental. Ela percebe que ele vive escrevendo mensagens que nunca envia e que o olhar dele está sempre em outro lugar. Durante o lançamento de um foguete, ela tenta se declarar, mas entende que ele procura algo que ela nunca vai alcançar. Esse é, para muita gente, o capítulo mais doloroso, porque ninguém é vilão ali.
O terceiro ato pula para 2008. Takaki é programador em Tóquio, Akari está prestes a se casar com outra pessoa, e os dois voltam a sonhar com a noite da neve. Há um reencontro quase perfeito num cruzamento de trem, só que um trem passa na hora errada. O final é divisivo até hoje, e é exatamente por isso que se discute tanto.
O significado do título e a trilha que destrói qualquer um
O nome faz referência à velocidade com que as pétalas de cerejeira caem, e funciona como metáfora de duas pessoas que começam juntas e vão se afastando devagar, sem perceber. A trilha é de Tenmon, com um piano que o Anime News Network chamou de de tirar o fôlego, e o encerramento usa "One More Time, One More Chance", de Masayoshi Yamazaki, canção que virou praticamente indissociável do filme.📖 Continue lendo
O live-action: o que esperar
A versão com atores reais estreou no Japão em 10 de outubro de 2025, com direção de Yoshiyuki Okuyama e 121 minutos de duração, quase o dobro do anime. Hokuto Matsumura, do grupo SixTONES, vive o Takaki adulto, em seu primeiro papel de protagonista no cinema, Mitsuki Takahata é a Akari adulta e Nana Mori interpreta Kanae. Segundo as fontes que consultamos, a adaptação expande personagens e acrescenta material que não existe no original, então não é uma cópia plano a plano. O manga de Yukiko Seike, publicado em 2010 e 2011, já tinha feito algo parecido ao aprofundar os atos 2 e 3.
Vale ver os dois na mesma sessão?
A estratégia da Sato Company é justamente a dobradinha, e a lógica é boa: o anime é uma pintura de 63 minutos, e o live-action dá espaço para quem gostou do universo mas quer ver mais dos personagens. O risco é óbvio: comparar os dois o tempo todo e estragar a experiência. Minha sugestão é ver o anime primeiro, deixar o final bater, e só depois encarar o live-action como uma releitura, não como um substituto.
Um aviso importante: até o fechamento desta matéria, não encontrei informação confirmada sobre dublagem ou legendagem, nem sobre as salas e horários. Vale conferir a programação do seu cinema perto da data.
Um filme que nunca foi sobre final feliz
O crítico Theron Martin resumiu bem o ponto do filme: ele fala de seguir em frente, de encontrar felicidade no presente em vez de ficar preso ao que se perdeu. É por isso que 5 Centímetros por Segundo continua dividindo opiniões quase 20 anos depois, e também por isso que ele envelhece tão bem. Quem já viveu uma amizade ou um amor que se desfez sem briga vai se reconhecer em pelo menos um dos três atos.
Veredito do Mestre
Se você nunca viu, vá. Se já viu, vá de novo, porque filme de Shinkai muda de tamanho na telona. Eu recomendo ir sem expectativa de final feliz e com o pacote de lenços no bolso. O live-action eu deixo como segunda sessão, por curiosidade, e só depois de deixar o anime assentar.