Depois de mais de uma década de tentativas irregulares de trazer a franquia mais icônica dos survival horrors para as telonas, "Resident Evil" finalmente ganhou a adaptação que os fãs pediam. O novo filme, dirigido por Zach Cregger (o mesmo nome por trás dos aclamados "Barbarian" e "A Hora do Mal"), estreou nesta quinta-feira, 17 de setembro, nos cinemas brasileiros — e a repercussão internacional já está bombando nas redes.
Esqueça os filmes estrelados por Milla Jovovich no início dos anos 2000. Esse reboot promete ser outra coisa completamente: mais fiel ao espírito dos jogos da Capcom, mais sujo, mais tenso e, segundo a crítica especializada, genuinamente assustador.
A crítica internacional já está rendida
Antes mesmo da estreia comercial, o longa passou por exibições para a imprensa especializada — e o resultado foi um coro quase unânime de elogios. Veículos como Empire, Collider, ScreenRant e Consequence descreveram o filme como a "melhor adaptação de videogame de terror já feita para o cinema", destacando principalmente o talento de Cregger para construir sustos que realmente funcionam, sem recorrer a jump scares baratos ou manipulação gratuita.
Um ponto recorrente nas resenhas é como Cregger conseguiu capturar a lógica de sobrevivência que torna os jogos da franquia tão tensos: a escassez de munição, a busca constante por armas melhores, o medo de virar cada esquina de um corredor escuro. Não é uma cópia de cutscene por cutscene, mas sim uma tradução inteligente da linguagem do game para a linguagem do cinema — e é isso que está deixando tanto jornalistas quanto fãs de carteirinha satisfeitos.
Uma história original, não um remake de Bem-vindo a Raccoon City
Diferente do que muita gente esperava, esse "Resident Evil" não é uma nova versão de nenhum jogo específico da série. A trama, assinada por Shay Hatten (roteirista de "John Wick") ao lado do próprio Cregger, se passa paralelamente ao surto descrito em Resident Evil 2, na mesma Raccoon City, mas acompanha personagens completamente inéditos.
O protagonista é Bryan, um entregador que, sem querer, acaba no meio do caos quando o T-Virus começa a se espalhar pela cidade em uma noite só. Austin Abrams (visto recentemente em "A Hora do Mal") interpreta o papel principal, contracenando com Paul Walter Hauser, Kali Reis e Zach Cherry. A sinopse oficial resume bem o tom do filme: uma corrida frenética e sangrenta pela sobrevivência, com o horror instalando-se aos poucos até explodir de vez.

Terror com toques de comédia ácida — a marca registrada de Cregger
Quem já viu "Barbarian" ou "A Hora do Mal" sabe que Cregger tem um talento raro: misturar terror genuíno com humor negro sem que uma coisa atrapalhe a outra. As críticas apontam que "Resident Evil" segue essa mesma fórmula, alternando entre momentos de tensão pura e alívios cômicos bem dosados, quase como uma sessão dupla de terror e comédia ácida dentro do mesmo filme.
O nível de violência também chamou atenção: cabeças e corpos explodindo, zumbis cada vez mais grotescos e uma pegada mais gráfica do que qualquer versão anterior da franquia já ousou mostrar no cinema. Não é um filme para o público sensível — mas para quem cresceu jogando os títulos clássicos da Capcom, é exatamente esse nível de crueza que fazia falta numa adaptação.
Ovos de páscoa que vão fazer fã de videogame sorrir
Cregger não escondeu que é fã da franquia, e isso aparece em uma quantidade generosa de referências espalhadas pelo filme. Uma máquina de escrever aparece em destaque numa fazenda — uma clara homenagem ao sistema de save dos jogos clássicos. Um outdoor no início do longa anuncia um spray de cura com o design idêntico ao do item clássico de 1996. E em determinado momento, um zumbi escreve a frase "Itchy. Tasty." em sangue numa parede, referência direta a um dos arquivos de texto mais icônicos e mais memados do primeiro jogo da série.
São detalhes pensados para quem manja da franquia, mas que não atrapalham quem está assistindo sem nunca ter encostado num controle — o tipo de equilíbrio que costuma ser o maior desafio de qualquer adaptação de game para o cinema.
Vale a pena encarar o cinema hoje?
Pela recepção da crítica e pelo currículo recente de Cregger, tudo indica que sim. O filme entrega o que os fãs de Resident Evil vêm pedindo desde os anos 2000: uma adaptação que respeita a atmosfera claustrofóbica e a tensão de sobrevivência dos jogos, sem tentar reinventar a roda com uma trama forçada.
Se você curte terror bem construído, gosta da franquia ou só quer conferir se o hype em cima do diretor de "A Hora do Mal" se sustenta numa licença tão querida, "Resident Evil" já está em cartaz nos cinemas brasileiros, dublado e legendado. Vale reservar o ingresso antes que as salas lotem no fim de semana de estreia.