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Halloween: The Game — Vale a Pena Ser o Michael Myers? Tudo Sobre o Novo Jogo de Terror Assimétrico

Por André Rodrigues · 12 de set. de 2026

Imagem: Divulgação/IllFonic e Gun Interactive

Michael Myers finalmente ganhou o jogo que os fãs de terror pediam há décadas — e ele chegou entregando muito mais sangue, perseguição e adrenalina do que qualquer spin-off duvidoso poderia prometer. Halloween: The Game saiu oficialmente em 8 de setembro de 2026 para PS5, Xbox Series X/S e PC, colocando você (ou seus amigos) na pele do assassino mais silencioso do cinema slasher. E não, não é só mais um reskin de Friday the 13th: a IllFonic e a Gun Interactive — mesma dupla por trás de The Texas Chainsaw Massacre e do decepcionante Killer Klowns From Outer Space: The Game — parecem ter aprendido com os erros do passado. O que é Halloween: The Game Halloween: The Game é um jogo de terror assimétrico multiplayer, no molde 1x4: um jogador controla Michael Myers (o Shape), enquanto os outros quatro assumem civis tentando sobreviver e escapar de Haddonfield antes que o tempo acabe. A edição Standard vem com 10 civis jogáveis; quem comprar a Deluxe ganha mais dois personagens exclusivos, Richard e Alexis, além de conteúdo extra. No lançamento já são três mapas — Haddonfield Heights, Haddonfield Town Center e Orange Grove Estates — todos recriando a atmosfera clássica do filme de 1978 com uma fidelidade que impressiona. Como funciona o gameplay: ser Michael é mais fácil (e mais divertido) Cada partida dura cerca de 20 minutos. Do lado dos civis, a rotina é corrida: procurar itens em gavetas e armários, guiar NPCs até a segurança, acionar a polícia e, claro, sobreviver ao Shape. Dá pra escolher entre várias civis com habilidades próprias — como Jennifer Aarons, que fica mais difícil de rastrear em modo furtivo e bate mais forte quando está apavorada. Já como Michael, a proposta é simples e sinistra: localizar alvos e matar, usando a habilidade Shape Jump para se teletransportar entre sombras e cortar caminho até a próxima vítima, desde que fique fora da luz direta e da linha de visão dos civis. Reviews internacionais como as da Dread Central e do The Gamer concordam num ponto: jogar de assassino é bem menos estressante do que jogar de sobrevivente, o que pode desequilibrar o matchmaking com o tempo — problema clássico do gênero, que games como Dead by Daylight e o próprio Friday the 13th também enfrentaram.
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O modo história solo: um Hitman particular com Michael Myers Uma das grandes surpresas é o modo single-player, que reconta eventos canônicos do filme original — começando pela fuga de Michael do Sanatório Smith's Grove até o retorno a Haddonfield. Funciona como um tutorial disfarçado de história: você aprende as mecânicas do Shape enquanto revive momentos icônicos da trama, com diferentes níveis de dificuldade, desafios que desbloqueiam recompensas para o multiplayer e colecionáveis que expandem o lore. É curto, mas deixou a crítica torcendo por mais capítulos — a ideia de um "Hitman do Michael Myers" tem potencial de sobra. O que a crítica está dizendo A recepção até agora está dividida entre "empolgante" e "precisa de polimento". A Dread Central deu nota 3 de 5, elogiando a atmosfera e a fidelidade ao filme, mas apontando bugs de colisão, prompts de ataque que falham e partidas que se arrastam quando sobra pouca gente viva na sala. Já o The Gamer destacou a reconstrução de Haddonfield como um dos pontos altos técnicos do jogo. No consenso geral, dá pra dizer que Halloween: The Game entrega a melhor experiência da IllFonic e da Gun Interactive até aqui — o que não é pouca coisa, considerando o histórico da dupla com licenças de terror. Vale a pena comprar agora? Se você é fã histórico da franquia Halloween ou curtiu Friday the 13th: The Game antes de ele sair de linha, vale muito a pena — especialmente com o crossplay ativado entre PC e consoles, o que deve ajudar a manter o matchmaking saudável nos primeiros meses. Se você é mais seletivo com terror assimétrico e já se frustrou com jogos que vivem de um único gancho de licença, talvez compense esperar os primeiros patches: a produtora já sinalizou que uma atualização robusta está a caminho para resolver os problemas de colisão e os prompts de ataque que falham. De qualquer forma, o timing não podia ser melhor: o lançamento coincide com a reestreia dos filmes clássicos nos cinemas e com quadrinhos inéditos ambientados no universo do game — então 2026 está sendo, oficialmente, o ano em que o Shape voltou com tudo.