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Onimusha: Way of the Sword: Vale a Pena o Retorno da Capcom Depois de 20 Anos?

Por André Rodrigues · 05 de set. de 2026

🏆 Nota do Crítico: 8.5

Imagem: Divulgação/Capcom

Vinte anos. Foi esse o tempo que os fãs de Onimusha tiveram que esperar para ver a franquia da Capcom voltar aos consoles em um jogo principal — a última vez tinha sido em 2006, com Dawn of Dreams no PS2. Pois bem, a espera acabou: Onimusha: Way of the Sword chegou em 4 de setembro de 2026 para PS5, Xbox Series X/S, PC e Nintendo Switch 2, e a recepção da crítica internacional já está definindo a conversa nos fóruns geek. Vale a pena embarcar nessa jornada samurai? A gente foi atrás das notas, das análises e dos detalhes de jogabilidade pra te contar. Um Kyoto Sombrio com o Rosto de Toshiro Mifune O jogo segue Musashi, samurai claramente inspirado na imagem do lendário ator Toshiro Mifune (Os Sete Samurais, Yojimbo) — a Capcom levou dois anos de negociações com a Mifune Productions só para conseguir usar a semelhança do ator no protagonista. A história se passa numa versão sombria e fantástica de Kyoto durante o período Edo, tomada por nuvens malignas de "Malice" e criaturas conhecidas como Genma, os inimigos clássicos da série desde o primeiro jogo, lá em 2001. Importante: a trama de Way of the Sword não tem ligação direta com os games anteriores nem com a série animada da Netflix, escolha deliberada da Capcom para deixar o jogo acessível a quem nunca encostou na franquia antes. Combate no Fio da Espada: Como Funciona o Novo Sistema O grande trunfo de Way of the Sword, segundo praticamente todas as análises, é o sistema de combate. Musashi carrega uma manopla senciente, a Oni Gauntlet, que absorve almas dos inimigos derrotados: as amarelas recuperam vida, as vermelhas compram upgrades e as azuis liberam os Oni Armaments, armas especiais que causam dano em área. O jogo aposta em paradas prolongadas que permitem "guiar" o inimigo para uma direção, além do golpe de execução Break Issen, que desmembra oponentes quando a stamina deles zera — em chefes, o mesmo golpe não mata na hora, mas dá a escolha entre dano extra ou mais almas. Tem ainda a Oni Vision, que revela a posição de todos os inimigos numa área, e a possibilidade de usar o cenário como arma, virando mesas para se proteger. Para dar realismo às lutas, a Capcom chamou espadachins de verdade para o estúdio de motion capture — o resultado, segundo os críticos, é um combate deliberado, que exige leitura de padrões do adversário em vez de simplesmente apertar botões. O Que Disse a Crítica Mundial
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As notas fecharam em "geralmente favoráveis" em todas as plataformas: 88 no Metacritic para a versão de Switch 2, 85 no PS5, 83 no Xbox Series X e 82 no PC, com o OpenCritic marcando 94% de recomendação entre os veículos. A Radio Times não segurou o elogio: chamou o game de "o melhor título de ação-aventura do ano até agora" e disse que a Capcom "provavelmente mal acredita como está indo bem o seu 2026". Já a IGN Espanha resumiu bem o consenso: "combate estelar que tropeça no design de mundo aberto e no conteúdo secundário". A Vandal elogiou a "apresentação cinematográfica de tirar o fôlego" e os visuais no RE Engine, mas apontou que o hub de Kyoto "parece levemente inflado" e que alguns subchefes se repetem. Já o site britânico VGC foi o mais duro: considerou o jogo "cheio de enchimento e alongado demais", com só uma fração do tempo de jogo realmente dedicada aos ótimos combates de chefe. Prós e Contras: Vale a Pena Comprar? Do lado positivo, a lista é forte: um sistema de combate profundo e recompensador, chefes memoráveis que lembram o clímax de um filme de ação, direção de arte e cinemática à altura do nome Onimusha, e a proeza de modernizar a fórmula sem virar mais um clone soulslike — algo que o diretor Satoru Nihei prometeu desde as primeiras entrevistas e que a crítica confirma ter cumprido. Do lado negativo, o ritmo de abertura é arrastado, o hub de Kyoto dá uma sensação de enchimento, alguns subchefes são reaproveitados demais e o conteúdo secundário fica bem abaixo do padrão do combate principal. A campanha dura cerca de 20 horas e é majoritariamente linear, com algumas áreas abertas e side quests pelo caminho — nada muito diferente do que a série sempre entregou, só que com tecnologia de ponta. Veredito Final Onimusha: Way of the Sword prova que dá para trazer de volta uma franquia adormecida há duas décadas sem trair a receita original nem virar clone de Elden Ring. Se você curte combate técnico, estética samurai e chefes de peso — e consegue relevar um começo mais lento e um mundo levemente inflado — esse retorno vale muito a pena. Já quem quer só ação linear e enxuta como nos tempos de PS2 pode entrar sabendo que o meio do caminho tem uns quilos a mais do que devia. De qualquer forma, depois de vinte anos de espera, ver Onimusha tratado com esse respeito pela crítica internacional já é motivo de festa para os fãs old school.