A Nintendo confirmou que
Fire Emblem: Fortune's Weave chega ao Switch 2 em 17 de setembro, e depois de uma Direct inteira dedicada só a ele, já dá pra dizer: esse é um dos RPGs táticos mais ambiciosos da franquia em anos. Sucessor direto de Fire Emblem Engage (2023), o jogo aposta em uma estrutura narrativa não linear, quatro protagonistas com histórias independentes e um sistema de classes bem mais profundo do que o normal na série. Se você é fã de tática por turnos ou só curte acompanhar os grandes lançamentos de RPG, vale entender por que esse título está gerando tanto buzz.
O fim dos Jogos Heroicos: do que trata a história
A trama se passa cinco anos depois dos Jogos Heroicos, um torneio realizado em homenagem a Dagda, o rei fundador do Império Dagdan. Só que agora o império está à beira da destruição: o deus demônio Balor voltou, e os quatro Heróis que foram peça central da última edição dos Jogos desapareceram sem deixar pista nenhuma. É aí que entra o jogador, escolhido pela deusa primordial Sothis para salvar o mundo — com uma ajuda e tanto da deusa Fortuna, que concede poderes de viagem no tempo capazes de reescrever o destino dos heróis sumidos.
A grande sacada é que você não segue uma única linha de história. Dá pra escolher qual dos quatro protagonistas controlar a cada momento, com o progresso de cada arco salvo separadamente — ou seja, é possível avançar as quatro tramas em paralelo e ir alternando conforme a vontade. Isso muda bastante a forma como a campanha é sentida na prática, já que a ordem em que você prioriza cada herói interfere em como a história se desenrola.
Os quatro heróis jogáveis
Cada protagonista carrega um motivo próprio para competir nos Jogos Heroicos, cujo vencedor ganha o direito de pedir um desejo ao governante atual, Solel. Cai vem da vila pacata de Ribeira e entra na disputa para libertar o pai, que está preso. Dietrich foi arrastado pela maré após o ataque de uma criatura gigantesca e decide saciar sua sede de combate competindo ao lado de novos aliados. Theodora, do reino de Saramis, lidera seus veteranos de confiança para restaurar a honra de sua deusa e proteger a paz de seu povo. Já Leda, nascida em berço privilegiado e com talento musical de sobra, abre mão de tudo para vingar o assassinato do pai — e descobre que o responsável também vai competir nos Jogos.
Dagsion e o mapa-múndi: o que dá pra fazer fora das batalhas
Entre um confronto e outro, o jogo libera a exploração da cidade de Dagsion, cheia de estabelecimentos com função própria: a Arena para treinar habilidades e assistir às batalhas de outros competidores, a Galeria Comercial para comprar e aprimorar equipamentos, a Fileira dos Templos para conseguir bênçãos temporárias, os Exames de Certificação para mudar a classe das suas unidades (sem garantia de aprovação, já que é preciso ter as habilidades necessárias), além de missões dos moradores e recrutamento de novos guerreiros — que às vezes só topam entrar no grupo depois de um presente ou uma refeição compartilhada.

Fora da cidade existe ainda um mapa-múndi de verdade, onde o tempo passa a cada deslocamento — então planejar a rota importa. Por lá dá pra visitar outras cidades, comprar itens locais, encarar batalhas de escaramuça e explorar dungeons com encontros por turnos que rendem materiais para fortalecer armas.
Classes, armas e o peso do posicionamento
O sistema de classes está dividido em três níveis: Iniciante, com funções básicas como gladiadores e adivinhadores; Especialidade, com mais de dez classes específicas, incluindo cavaleiros de armadura pesada e soldados alados; e Avançado, o topo da hierarquia, com unidades que combinam mobilidade equestre e armadura pesada ou dominam magia branca e lanças. O arsenal também é variado — espadas, manoplas, lanças, machados, arcos e magia, cada arma com vantagens e fraquezas específicas — e o posicionamento em campo pesa de verdade: atacar à distância evita contra-ataques, e o terreno oferece bônus reais para quem sabe usá-lo.
Artes Blaze e a Bênção de Fortuna
Os heróis têm ataques exclusivos chamados Artes Blaze, que consomem pontos de vida em troca de efeitos poderosos — Cai solta uma explosão de fogo em área, Dietrich se teletransporta pelo campo com sua capa negra, e Leda usa o próprio instrumento para fortalecer aliados e invocar uma criatura. Já a Bênção de Fortuna é a mecânica que dá nome ao jogo: permite retroceder o tempo para qualquer ponto anterior da batalha depois de cada movimento, útil tanto para corrigir uma estratégia ruim quanto para salvar uma unidade que caiu de forma inesperada.
Edição especial e quando jogar
Para quem quiser ir além da versão digital, a Coleção Dagdana traz um SteelBook, cartas ilustradas dos personagens, um mapa de Dagda e um artbook. Fire Emblem: Fortune's Weave chega às lojas do Switch 2 em 17 de setembro, e com tanto sistema novo em jogo — narrativa não linear, mapa-múndi, classes reformuladas e a própria mecânica de viagem no tempo — a expectativa é que o título vire um dos grandes lançamentos de RPG tático do ano.