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Melhores Jogos do PS5 em 2026: Os Exclusivos Que Você Precisa Jogar

Por André Rodrigues · 05 de set. de 2026

O PlayStation 5 está vivendo, em 2026, a fase mais madura de sua geração: os jogos já não precisam mais rodar em PS4 ao mesmo tempo, os estúdios da Sony dominaram totalmente o hardware, e o catálogo de exclusivos está gigante e variado. Se você está chegando agora ao console ou só quer saber onde focar o tempo de jogo, esta lista reúne os jogos que realmente valem a pena no PS5 hoje, com o contexto de por que cada um merece seu lugar na coleção. God of War Ragnarök Mesmo alguns anos depois do lançamento, God of War Ragnarök segue sendo o pacote mais completo do PS5. A jornada de Kratos e Atreus pela mitologia nórdica combina combate viciante, exploração generosa e uma das histórias mais bem contadas de qualquer jogo da geração — pai e filho lidando com luto, profecias e o peso de um legado violento. O jogo consegue equilibrar nove reinos completamente diferentes em termos de estética e desafio, sem nunca perder o ritmo entre as sequências de combate e os momentos mais intimistas entre os dois protagonistas. A expansão gratuita Valhalla, lançada depois do jogo base, ainda adicionou um modo roguelite surpreendentemente robusto, dando uma sobrevida e tanto para quem já tinha zerado a campanha principal. É raro um estúdio entregar conteúdo pós-lançamento dessa qualidade de graça, o que reforça por que a Santa Monica Studio é vista como uma das equipes mais consistentes de toda a Sony. Ghost of Yotei Sucessor espiritual de Ghost of Tsushima, Ghost of Yotei leva a fórmula de samurai em mundo aberto para uma nova protagonista e uma nova região do Japão feudal, ao redor do Monte Yotei. A Sucker Punch manteve o que funcionou no primeiro jogo — combate elegante, direção de arte deslumbrante, exploração contemplativa — enquanto aposta em uma narrativa de vingança pessoal como motor central da trama, um contraste interessante com o tom mais coletivo do Tsushima original. A ambientação muda a estação do ano conforme a trama avança, algo que o estúdio usa para reforçar visualmente a jornada emocional da protagonista — dos campos floridos do início até paisagens mais áridas conforme a vingança consome a personagem. É o tipo de detalhe que só um estúdio que já dominou a fórmula anterior conseguiria executar com tanta confiança. Marvel's Wolverine Depois de consolidar a fórmula de super-herói com os dois jogos do Homem-Aranha, a Insomniac Games decidiu ir para um território bem mais sombrio com Marvel's Wolverine. O jogo coloca Logan no centro de uma aventura mais violenta e visceral do que o estúdio já fez antes, com um sistema de combate construído em torno da regeneração do personagem — o jogador pode (e deve) tomar dano de forma agressiva, já que a cura acelerada de Wolverine muda completamente o ritmo das lutas comparado a outros jogos de ação. A classificação indicativa mais alta do jogo também permitiu à Insomniac explorar uma brutalidade visual que os jogos anteriores do estúdio nunca tiveram espaço para mostrar, com garras atravessando inimigos e sequências de combate corpo a corpo bem mais gráficas do que o público de Spider-Man estava acostumado a ver da mesma equipe.
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Marvel's Spider-Man 2 Ainda no universo Insomniac, Marvel's Spider-Man 2 continua sendo uma referência em jogos de super-herói de mundo aberto. A dobradinha Peter Parker e Miles Morales, o simbionte Venom como grande vilão e um sistema de balanço pela cidade que ainda hoje é considerado o mais satisfatório do gênero fazem desse jogo uma escolha praticamente obrigatória para qualquer dono de PS5. A transição rápida entre os dois protagonistas durante missões, aliás, resolveu uma reclamação antiga dos fãs sobre ter que escolher só um herói por vez. Nioh 3 Para quem gosta de um desafio mais duro, a Team Ninja trouxe Nioh 3 continuando a fórmula de souls-like ambientado no Japão feudal com elementos sobrenaturais. A série Nioh sempre se diferenciou da concorrência pela profundidade do sistema de combate, com múltiplos estilos de arma e uma camada de customização de build que rivaliza com RPGs de ação mais tradicionais, e essa terceira entrada aposta em ainda mais variedade de estilos de luta, incluindo a possibilidade de alternar entre diferentes posturas de combate em tempo real durante o próprio confronto. Saros e Fairgame$: as apostas mais arriscadas Além dos nomes já consolidados, a Sony também vem investindo em propriedades originais mais arriscadas. Saros, novo projeto da Housemarque (mesma equipe de Returnal), promete continuar a linha de ação frenética com morte permanente que consagrou o estúdio, enquanto Fairgame$ aposta em um multiplayer competitivo de assaltos que tenta atrair o público que normalmente joga títulos como GTA Online — uma tentativa clara da Sony de diversificar seu portfólio para além de jogos single-player de narrativa. Por que 2026 é o auge da geração O que esses jogos têm em comum é serem projetos pensados desde o início exclusivamente para o hardware do PS5, sem as limitações de também precisar rodar em PS4 — algo que trava mundo aberto, tempos de carregamento e efeitos visuais mais ambiciosos. É esse tipo de jogo, livre de compromissos com a geração passada, que definiu 2026 como o ano em que o PS5 finalmente mostrou tudo que podia entregar. Vale a pena investir no console agora? Com um catálogo desse tamanho e qualidade, a resposta é sim: seja você alguém que só joga exclusivos de primeira parte da Sony ou que gosta de variar entre ação, RPG e mundo aberto, o PS5 em 2026 tem opção de sobra para qualquer perfil de jogador — e ainda deve receber vários lançamentos de peso nos próximos meses, segundo o próprio roadmap divulgado pela Sony ao longo do ano.