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RuneScape: Dragonwilds Sai do Acesso Antecipado e Chega aos Consoles — Vale a Pena Jogar?

Por André Rodrigues · 19 de set. de 2026

Imagem: Divulgação/Jagex

Depois de 18 meses fervendo no acesso antecipado da Steam, RuneScape: Dragonwilds finalmente saiu da bolha no dia 15 de setembro e chegou à tão esperada versão 1.0 — e dessa vez para valer, em todas as plataformas de uma vez. PC (Steam, Epic Games Store e Jagex Launcher), PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2 recebem o jogo simultaneamente, marcando a primeira vez que a franquia RuneScape pisa em um console. Se você é fã da saga da Jagex ou só curte um bom sobrevivência, chegou a hora de prestar atenção nesse lançamento. De onde veio esse spin-off Dragonwilds não é o MMORPG clássico que você conhece do RuneScape original. É um spin-off de sobrevivência e crafting, ambientado no continente inexplorado de Ashenfall, que a Jagex vinha lapidando desde que o jogo entrou em acesso antecipado no Steam. Nesse período, o título vendeu 1,5 milhão de cópias e construiu uma base de fãs sólida — hoje soma quase 30 mil avaliações no Steam, com 82% de aprovação geral, um "Muito Positivo" bem respeitável para um jogo que ainda nem tinha saído oficialmente do beta. Sobrevivência com tempero de RuneScape A proposta aqui é bem diferente da experiência tradicional de MMO. Em vez de servidores lotados e fila de quests, Dragonwilds aposta em partidas solo ou em grupos de até quatro jogadores, com construção de bases, coleta de recursos e um sistema de magia que virou o principal elogio da crítica especializada. Quem já jogou compara a experiência a Valheim, só que com a personalidade e o lore de RuneScape encorpando tudo — dos goblins às armaduras de Dragão que todo veterano reconhece de cara. Scorned Wilderness fecha a Kuldra Saga
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O lançamento da versão 1.0 não veio sozinho: chegou junto a expansão Scorned Wilderness, que encerra a Kuldra Saga, o arco narrativo principal que guiou todo o desenvolvimento em acesso antecipado. A missão de destaque é Regicide, o confronto final contra Kuldra, apelidada de "a Devoradora de Deuses" — a chefona que fecha esse capítulo da história. A atualização também trouxe oito novos tipos de inimigos, incluindo variações de goblins, exilados garou e dragões negros, além de uma nova área chamada The Hub, onde dá para construir, e uma zona de Raid sem construção, reservada para o confronto com o grande dragão. Para completar, tem armadura de Dragão nova brilhando no inventário, com direito a Scimitar e Besta de Dragão. Vale a pena jogar? A recepção tem sido positiva, mas não isenta de ressalvas. A crítica elogia o sistema de magia "viciante" e a base de construção e coleta, principalmente em grupo — jogar sozinho, apontam as análises, pode ser punitivo demais, com inimigos agressivos e uma barra de stamina que não perdoa erro. Os menus de customização de personagem também pegaram mal, classificados como cansativos, e o desempenho no Steam Deck ainda está longe de redondo, com controle bugado. Nada disso parece ter espantado a galera, porém: entre as avaliações mais recentes dos últimos 30 dias, 75% seguem positivas, sinal de que o jogo está envelhecendo bem mesmo depois da euforia do lançamento inicial. Onde jogar e quanto custa A boa notícia para quem só queria uma desculpa para experimentar: Dragonwilds está incluído sem custo extra para assinantes do Xbox Game Pass (planos Ultimate e PC) e do PlayStation Plus (planos Extra e Premium). Quem preferir comprar direto, o preço no Steam é de R$ 114,99. Dá para jogar sozinho ou chamar até três amigos — e, pelo visto, a experiência é bem melhor em grupo. Fica a pergunta pra fechar: será que a Jagex agora foca em conteúdo pós-lançamento pra Dragonwilds, ou parte pra uma expansão paga mais robusta daqui a pouco? Pelo ritmo do estúdio nos últimos meses, não seria surpresa ver novidades já até o fim do ano — Ashenfall claramente ainda tem espaço de sobra pra crescer.