← Voltar AnimesNotícia

Tomb Raider King: Por Que os Fãs Estão Chamando o Anime de 'Cópia' de Solo Leveling

Por André Rodrigues · 21 de set. de 2026

Imagem: Divulgação/Studio EEK

Se você anda de olho nos lançamentos de anime de 2026, já deve ter esbarrado em alguma discussão inflamada sobre Tomb Raider King. Desde que o primeiro trailer caiu, uma parte da comunidade otaku decidiu que a série é, na melhor das hipóteses, "inspirada demais" em Solo Leveling — e, na pior, uma cópia descarada. O anime já estreou no Japão e na Coreia do Sul em 8 de julho de 2026 e está disponível na Crunchyroll, com legendas e dublagem em português brasileiro, mas a polêmica em torno dele parece render mais cliques do que a própria trama. De Onde Veio a Comparação A primeira coisa que salta aos olhos é o protagonista. Seo Joo-Heon, o herói de Tomb Raider King, tem o mesmo corte de cabelo escuro, o mesmo olhar penetrante e a mesma constituição física de Sung Jin-Woo, o "Monarca das Sombras" de Solo Leveling. Some a isso cenários sombrios, iluminação cinematográfica e efeitos de poder brilhando em azul e roxo, e não é difícil entender por que tanta gente jurou que estava vendo um reskin da obra que dominou o anime em 2024 e 2025. A Ironia: é o Mesmo Estúdio de Arte Aqui está o detalhe que a maioria dos vídeos de reação esquece de mencionar: o visual parecido não é coincidência nem cópia — é a mesma assinatura artística. O manhwa de Tomb Raider King é ilustrado pela REDICE Studio, o mesmo estúdio fundado pelo lendário DUBU (Jang Sung-rak), responsável pelo estilo visual que tornou Solo Leveling reconhecível no mundo inteiro: mandíbulas marcadas, paletas escuras e composições de painel quase cinematográficas. Ou seja, os dois títulos parecem "farinha do mesmo saco" porque, literalmente, saíram do mesmo time de arte. Isso não prova plágio de história nenhuma — prova que a REDICE criou um estilo tão forte que virou sinônimo do gênero inteiro. Quem Veio Primeiro, Afinal? Para quem gosta de cronologia, os fatos ajudam a esfriar a discussão. A light novel de Solo Leveling foi publicada em 25 de julho de 2016, enquanto a de Tomb Raider King (conhecida no original como "Dogul Wang") saiu em 1º de novembro do mesmo ano — uma diferença de poucos meses, tempo curto demais para caracterizar cópia deliberada de enredo. Já os webtoons chegaram em momentos mais distantes: Solo Leveling em março de 2018 e Tomb Raider King só em junho de 2019. Na prática, os dois nasceram dentro da mesma onda de light novels coreanas sobre sistemas de RPG, masmorras e heróis que evoluem de poder — um subgênero que já era popular antes de qualquer um dos dois existir.
📖 Continue lendo
As Diferenças Que Passam Batido Apesar do pacote visual parecido, as histórias tomam caminhos bem diferentes depois da primeira dungeon. Sung Jin-Woo começa fraco e precisa literalmente treinar e "farmar" força ao longo de centenas de capítulos até se tornar imbatível — é uma jornada de crescimento gradual. Seo Joo-Heon, por outro lado, já começa a série sendo traído e assassinado por seus próprios aliados, e volta 15 anos no passado com plena consciência do que vai acontecer. Em vez de um simples "grind" de poder, Tomb Raider King aposta em vingança, arrogância proposital do protagonista e um tom mais cômico e teatral — o herói sabe exatamente quem vai trair quem, e usa isso a seu favor desde o primeiro episódio. Onde Assistir e Vale a Pena a Maratona? A série tem 12 episódios, produção do Studio EEK e está disponível completa na Crunchyroll, com dublagem brasileira a cargo do estúdio Som de Vera Cruz. Para quem ainda está com o gostinho de Solo Leveling na boca e quer algo no mesmo clima visual — mas com uma premissa de vingança e viagem no tempo em vez de evolução gradual — Tomb Raider King cumpre bem esse papel. Não chega a reinventar o gênero shonen coreano, mas também está longe de ser um clone preguiçoso: é mais um produto de uma "escola" de arte e narrativa que a própria Solo Leveling ajudou a popularizar. O Veredito No fim das contas, chamar Tomb Raider King de "cópia" é simplificar demais uma indústria inteira que gira em torno de fórmulas parecidas — sistemas de poder, masmorras e heróis que viram lendas da noite para o dia. A semelhança visual tem explicação direta (mesmo estúdio de arte), e as poucas semanas de diferença entre as novels originais tornam a acusação de plágio pouco sustentável. Se você gosta do gênero, vale mais a pena assistir com a mente aberta do que entrar já torcendo contra.