Faltam poucos dias!
Minecraft Dungeons II chega em
29 de setembro de 2026 e, pelo que a Mojang já mostrou, não é só "mais do mesmo com fases novas". A sequência do dungeon crawler de 2020 mexe em praticamente tudo: o mapa deixou de ser uma lista de missões, os heróis finalmente aprenderam a pular, a armadura foi dividida em quatro peças e o sistema de encantamentos ficou bem mais profundo.
Se você jogou o primeiro com a galera no sofá e está se perguntando se vale a pena voltar — ou se nunca encostou na franquia e quer saber por onde começar — reunimos aqui tudo o que já foi confirmado oficialmente: data, plataformas, preços, edições, bônus de pré-venda e, principalmente, o que muda na jogabilidade.
Data de lançamento e plataformas
Minecraft Dungeons II sai em
29 de setembro para
PC (Steam e Xbox App), Xbox Series X|S, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2. O jogo é desenvolvido pela Mojang Studios em parceria com a Double Eleven e publicado pela Xbox Game Studios.
A trajetória até aqui foi curiosa: o projeto vazou ainda em março de 2025 com o codinome
Project Spicewood, foi anunciado oficialmente na Minecraft Live de março de 2026 e ganhou data no Xbox Games Showcase de junho. Ou seja, foram cerca de seis meses entre o anúncio e o lançamento — um ciclo bem curto para os padrões da indústria.
E tem um detalhe importante para quem assina: o jogo entra no
Game Pass no dia do lançamento e tem suporte a
Xbox Play Anywhere (compra uma vez, joga no console e no PC com o mesmo progresso).
Preços, edições e bônus de pré-venda
Lá fora, a
Edição Standard custa US$ 29,99 e a
Edição Deluxe sai por US$ 49,99. Na pré-venda brasileira de PS5 e Xbox, os valores divulgados ficam em torno de
R$ 139 (Standard) e
R$ 229 (Deluxe) — vale conferir na loja da sua plataforma, porque promoções e variações entre lojas acontecem.
A Deluxe inclui a
Capa da Alma (Soul Cape), o pet
Blub, quatro skins extras de herói e acesso a
duas expansões (DLCs) futuras. Se você pretende jogar por bastante tempo, é aí que a diferença de preço se justifica.
Quem reservar até
28 de setembro leva a capa
Perversa (Twisted Cape), o pet
Galinha Perversa (Twisted Chicken) e duas skins de herói. No PS5, quem já tem o primeiro Minecraft Dungeons na conta ganha ainda 10% de desconto na pré-venda da Deluxe.
Adeus, mesa de missões: agora o mundo é interconectado
Essa é a maior mudança da sequência. No primeiro jogo, você escolhia a fase numa mesa no acampamento e era jogado num mapa isolado, com começo e fim bem definidos. Em Minecraft Dungeons II, o mundo virou um
overworld interconectado, com regiões grandes que você atravessa sem telas de carregamento entre uma área e outra.
Pelo caminho aparecem vilas, estruturas, pontos de viagem rápida, eventos de história e áreas secretas. Cavernas e ruínas esquecidas podem ter
layouts diferentes a cada visita, o que mantém um pé na aleatoriedade clássica dos dungeon crawlers. Se você se perder, dá para usar o mapa-múndi ou se teletransportar direto até um amigo.

As missões agora se dividem em
principais e secundárias. Algumas são bobinhas e divertidas — tipo ajudar um apicultor a achar as abelhas que sumiram —, outras aprofundam o mistério central do jogo, como a caçada ao misterioso
Warden Perverso (Twisted Warden).
A história: o Deep Dark e uma nova dimensão, o Sift
A trama continua de onde o primeiro jogo parou, depois da queda do Arqui-Illager. A nova ameaça está ligada ao
Deep Dark e às
Cidades Antigas do Minecraft original — sim, aquele lugar sombrio onde mora o Warden e onde ninguém em sã consciência gosta de fazer barulho.
A grande novidade de lore é o
Sift, uma dimensão inédita na franquia, descrita pela Mojang como um lugar "de ameaças, mistérios e beleza de tirar o fôlego". A aventura alterna entre o Sift e o Overworld enquanto os heróis — entre eles personagens como
Valorie, Kellen e Ren — investigam os eventos estranhos que estão se espalhando. A cidade de
Brave Haven funciona como uma das bases, com mercadores como o encantador.

Equipamento: de 6 para 12 espaços
Quem curtia montar build no primeiro jogo vai se divertir. Os espaços de combate saltaram de
6 para 12, e a armadura deixou de ser um item único: agora você equipa
capacete, peitoral, calças e botas separadamente.
Entra em cena também uma categoria nova, os
talismãs, que dão bônus passivos e aumentam as possibilidades de customização. Os itens ainda podem vir com
efeitos aleatórios, então duas espadas "iguais" podem se comportar de jeitos diferentes.
E uma mudança de qualidade de vida que muita gente vai agradecer:
a munição das armas de projétil agora é infinita e recarrega sozinha com o tempo. Nada mais de ficar caçando flechas no chão no meio da luta.
Sim, agora eles pulam
Parece piada, mas era uma das reclamações mais antigas da comunidade: no primeiro Dungeons, seu herói não pulava. Na sequência, além da esquiva em rolamento, dá para
saltar — e isso não serve só para explorar e fazer parkour atrás de baús escondidos. O pulo também entra no combate, permitindo
ataques aéreos que caem em cima dos inimigos com mais impacto.
O próprio texto oficial da Mojang resumiu o clima: "sim, eles pulam agora". Os previews de imprensa também destacaram que o pulo adiciona variedade às lutas, além da possibilidade de trocar armas e itens direto pelo direcional, sem precisar abrir menu e travar o grupo inteiro.
Encantamentos com mais controle
O sistema de encantamentos voltou mais flexível. Durante a jornada, você encontra
livros de encantamento que vão para uma biblioteca pessoal. Depois, é só visitar o
Encantador (Enchantsmith) e aplicar o efeito que quiser em qualquer espaço de equipamento.
Na prática, isso acaba com aquela frustração de achar uma arma ótima com encantamentos ruins. Você passa a planejar a build de forma intencional — e os encantamentos ainda podem ser
evoluídos de nível com o tempo.
Co-op do jeito que você quiser
O jogo inteiro pode ser feito solo ou com até
quatro jogadores, e as opções de multiplayer são bem completas:
•
Co-op local (sofá) e
online com crossplay entre todas as plataformas — alguém no Switch pode jogar com quem está no PS5;
•
Co-op misto: duas ou mais pessoas no mesmo console/PC se juntando a outros jogadores online;
•
Matchmaking para encontrar grupo, além de
códigos de party para chamar os amigos direto.
Vale a pena?
Ainda não dá para cravar — as análises completas só saem perto do lançamento —, mas os previews foram positivos. O GamesRadar+ chamou o jogo de "um sopro de ar fresco" no gênero, enquanto o PCGamesN avaliou que as mudanças na fórmula são pontuais, porém bem-vindas. A proposta da Mojang segue a mesma: um ARPG acessível para todas as idades (classificação indicativa 10+ nos EUA), mas agora com mais profundidade para quem gosta de montar build.
Pelo preço de entrada mais baixo que a média dos lançamentos, pela presença no Game Pass e pelo crossplay total, Minecraft Dungeons II tem tudo para ser
o jogo de co-op em família e com amigos deste fim de ano. A gente volta com as primeiras impressões assim que puser as mãos nele. E aí, vai encarar o Sift sozinho ou em grupo?