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Melhores Jogos de RPG de Todos os Tempos, Segundo a Crítica

Por André Rodrigues · 05 de set. de 2026

RPG é, provavelmente, o gênero mais amplo dos videogames — cabe desde epopeias medievais de mundo aberto até dramas turn-based ambientados em colégios japoneses. Reunimos aqui, segundo o consenso da crítica especializada e do Metacritic, os RPGs que definem o gênero e que continuam valendo a pena jogar (ou rejogar) em 2026, explicando o que torna cada um especial dentro da própria tradição do gênero. Baldur's Gate 3 Poucos jogos mudaram tanto a régua de expectativa do gênero quanto Baldur's Gate 3. Com nota 96 no Metacritic, a Larian Studios entregou um RPG baseado nas regras de Dungeons & Dragons com uma liberdade de escolhas absurda: praticamente qualquer ação impensável que o jogador tente na história tem uma reação programada pelos desenvolvedores. É o tipo de jogo que redefine o que "liberdade narrativa" significa em RPGs, a ponto de se tornar referência obrigatória para qualquer estúdio que queira lançar um RPG focado em história daqui para frente. A quantidade de caminhos possíveis para resolver cada quest, somada a companheiros de jornada com arcos pessoais profundos, fez com que o jogo continuasse sendo discutido em comunidades online anos depois do lançamento, com jogadores ainda descobrindo reações e diálogos escondidos que nunca tinham visto antes. Elden Ring Fruto da parceria entre a FromSoftware e o escritor George R. R. Martin, Elden Ring também empata no topo do Metacritic com nota 96. O jogo pega a fórmula desafiadora de combate da série Souls e a transforma em mundo aberto, criando um dos cenários de fantasia mais densos e misteriosos já construídos em um videogame — com lore intencionalmente fragmentada que os jogadores precisam reconstruir por conta própria, através de itens, descrições e teorias compartilhadas pela comunidade. The Elder Scrolls V: Skyrim Completando o pódio com nota 96, Skyrim segue sendo, mais de uma década depois do lançamento original, referência absoluta em RPG de mundo aberto com liberdade total de progressão. A ausência de classes fixas, o sistema de habilidades que evolui conforme o uso e a quantidade absurda de mods criados pela comunidade mantêm o jogo relevante muito além do que qualquer outro título da geração de 2011 — a ponto de a Bethesda relançar o jogo em praticamente toda nova plataforma que surge no mercado. The Witcher 3: Wild Hunt Referência em narrativa dentro do gênero, The Witcher 3 colocou o caçador de monstros Geralt de Rívia no centro de uma das histórias mais bem escritas de qualquer RPG, com escolhas moralmente cinzentas e um mundo que reage de forma orgânica às decisões do jogador. É o tipo de jogo que inspirou diretamente estúdios como a própria Rebel Wolves (formada por veteranos da CD Projekt Red, responsáveis por The Blood of the Dawnwalker) a seguir apostando em fantasia sombria com peso narrativo, provando o quanto essa "escola" de design de RPG segue influente anos depois.
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Persona 5 Royal Do lado dos JRPGs, Persona 5 Royal é um dos exemplos mais bem-sucedidos de mistura entre simulador de vida escolar e RPG por turnos com direção de arte estilizada. A trama de um grupo de estudantes que rouba os "corações corruptos" de adultos por meio do mundo dos sonhos rendeu um dos jogos mais elogiados da Atlus, com nota entre 94 e 95 no agregador, e a versão Royal ainda adicionou um semestre inteiro extra de conteúdo, incluindo novo personagem jogável e final alternativo. Metaphor: ReFantazio Lançamento mais recente da lista, Metaphor: ReFantazio vem do mesmo time por trás da série Persona, mas troca o cenário urbano moderno por uma fantasia medieval original repleta de crítica social sobre preconceito e desigualdade. O jogo já se consolidou como um dos JRPGs mais bem avaliados dos últimos anos, provando que a fórmula da Atlus continua rendendo frutos fora do universo Persona. Chrono Cross e Final Fantasy IX: os clássicos que não envelhecem Voltando no tempo, Chrono Cross e Final Fantasy IX seguem sendo citados por gerações de jogadores como o auge do RPG japonês em turnos da era PlayStation original — o primeiro pela ambição de sua trama multiversal, com dezenas de finais possíveis, o segundo pelo carisma do elenco e pela volta às raízes de fantasia medieval da franquia depois de duas entradas mais futuristas. Ambos seguem sendo recomendados como ponto de entrada para quem quer entender a história do gênero antes da era 3D consolidar novos padrões. Diablo IV, Mass Effect 2 e Hades II: ação, ficção científica e mitologia grega Fechando a lista, Diablo IV representa o auge do RPG de ação hack-and-slash com looting infinito, Mass Effect 2 continua sendo citado como o ápice da trilogia espacial da BioWare, graças a um elenco de personagens coadjuvantes considerado um dos melhores já escritos em um RPG ocidental, e Hades II mostra que a fórmula roguelite da Supergiant Games consegue evoluir sem perder a identidade que consagrou o primeiro jogo. Tácticas e estratégia: um subgênero à parte Vale mencionar ainda o subgênero de RPG tático, representado por nomes como Final Fantasy Tactics e, mais recentemente, Ragnarok Tactics — jogos que trocam a ação em tempo real por posicionamento cuidadoso em grade, atraindo um público que valoriza planejamento sobre reflexo. É uma vertente menor em volume de lançamentos, mas extremamente fiel entre os fãs que a acompanham. O denominador comum O que une esses jogos, apesar dos gêneros e estilos completamente diferentes, é a mesma promessa central do RPG: fazer o jogador sentir que suas escolhas — de combate, diálogo ou construção de personagem — realmente importam para a história que está sendo contada, seja num tabuleiro de Dungeons & Dragons digital ou num colégio japonês fictício.