Call of Duty: Modern Warfare 4 — Data, Preços, Acesso Antecipado, História e Tudo o Que Já Sabemos
Por André Rodrigues · 13 de out. de 2026
Imagem: Foto: Unsplash (ilustrativa)
Call of Duty: Modern Warfare 4 tem data marcada: 23 de outubro de 2026. E, para quem pré-comprar, a campanha libera uma semana antes, em 16 de outubro. Ou seja: a conversa começa praticamente agora. A Infinity Ward volta ao comando depois de quatro anos longe da série principal e chega com uma promessa de tom mais pesado, uma guerra na Península Coreana e o Capitão Price em modo fora da lei. Bora destrinchar o que já se sabe, o que muda no jeito de jogar e se vale abrir a carteira antes de ver as primeiras análises.
A história: duas guerras ao mesmo tempo
O enredo se divide em duas frentes. Na primeira, a Coreia do Norte lança uma invasão em larga escala contra a Coreia do Sul, com um ataque inicial a Seul. Quem carrega o fuzil ali é um esquadrão de jovens soldados sul-coreanos, tentando segurar linhas de frente que desmoronam. A promessa é de guerra de trincheira, algo que a franquia quase nunca explorou com essa cara.
Na segunda frente, temos o velho Price, agora um agente rebelde depois dos eventos de Modern Warfare 3. Ele trabalha com Valeria (a famosa El Sin Nombre) para recuperar uma arma secreta ligada a um vilão chamado The Archer, interpretado por Mads Mikkelsen. Sim, o Mads Mikkelsen. Só essa escalação já justifica prestar atenção na campanha, porque um vilão bem interpretado é metade do que faz Modern Warfare ser Modern Warfare.
A graça está em como as duas linhas vão se cruzar. A Activision diz que a missão clandestina do Price colide com as forças por trás da invasão. Ou seja: o conflito grande e o conflito pessoal precisam virar um só. Se a Infinity Ward acertar essa costura, temos o melhor roteiro da série em anos. Se errar, vira duas campanhas coladas com fita.
Cenários: de trincheiras em Seul a noites em Mumbai
Pelo material divulgado, a campanha passa por trincheiras na Coreia, combate em espaços fechados em Nova York, perseguições em Paris e incursões noturnas da SAS em Mumbai, além de ofensivas para retomar cidades ocupadas. Essa variedade é a assinatura clássica da série: o jogo vira um filme de ação em que cada missão tem uma identidade própria. A Activision também descreve o clima como mais sombrio e perigoso, com consequências crescentes para as histórias que a franquia vem arrastando desde 2019.
Multiplayer, DMZ e Warzone
O multiplayer é vendido como mais preciso e com movimentação fluida, dando mais escolha ao jogador em combate. Detalhes concretos de modos e mapas ainda são escassos, então é cedo para cravar qualquer coisa. O que chama atenção de verdade é o DMZ, que volta como um dos três grandes modos do jogo. Ele evolui o experimento beta de Modern Warfare 2 e acontece em Hajin, um mapão que mistura trechos da Coreia do Sul, da Coreia do Norte e da Rússia, com clima dinâmico que muda de região para região. A ideia é você atuar como um agente fora do radar atrás das linhas inimigas, decidindo quais objetivos perseguir e quando extrair.
Outro detalhe curioso: pela primeira vez desde Modern Warfare 3 (2023), o Zombies não ganha um modo principal só para ele. Para os fãs de mortos-vivos, esse é o ponto que mais merece desconfiança até a gente ver o que a Activision vai oferecer. No Warzone, a integração traz um novo mapa de Resurgence chamado Zodiac, e a Infinity Ward já confirmou que um mapa grande está em desenvolvimento, sem deixar claro se chega junto ou depois.
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Plataformas e o fim do Game Pass no dia 1
MW4 sai para PS5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2, e não aparece nos consoles da geração passada. A versão do Switch 2 foi anunciada, mas ainda sem preço divulgado. Quem joga no Xbox precisa saber de uma mudança importante: o jogo não entra no Game Pass no lançamento. O novo modelo coloca cada Call of Duty no serviço cerca de um ano depois, na temporada de fim de ano seguinte. No caso do MW4, isso significa Game Pass só no fim de 2027.
Edições e preços (em dólar)
Os valores divulgados no mercado americano são: Standard por 70 dólares, Standard física por 80 e Vault Edition por 100. Quem já tem a Standard pode pagar 30 dólares para subir para a Vault. Os preços em reais devem variar por loja e plataforma, então vale conferir na PlayStation Store, Xbox Store e Steam antes de decidir. Existe ainda um desconto de fidelidade de 10% na Vault para quem jogou algum Call of Duty premium desde Modern Warfare (2019) ou tem Game Pass ativo e já jogou o título por ele.
Toda pré-compra, em qualquer edição, garante o operador Hunter Killer, o blueprint de M4 Inner Circuit e o acesso antecipado à campanha, que começa em 16 de outubro para quem comprar digitalmente. A Vault acrescenta o Hostile Alliance Operation Pack, o Special Forces Operator Pack, a Signature Weapon Collection e bônus de implantação do DMZ.
Vale pré-comprar? Meu raciocínio
O acesso antecipado à campanha é o único benefício que realmente muda a experiência, porque permite jogar a história uma semana antes dos spoilers invadirem a internet. Skins e blueprints são enfeite. Se você é do tipo que compra Call of Duty principalmente pela campanha, a pré-compra da Standard digital faz sentido. Se joga mais multiplayer e DMZ, a lógica é outra: com a campanha liberada em 16 de outubro, dá para esperar as primeiras impressões do multi antes de pagar a Vault.
Também vale lembrar o detalhe que muita gente esquece: com o Game Pass fora do dia 1, o custo de oportunidade de esperar é zero para quem não tem pressa. Você pode aguardar reviews, ver como o DMZ se comporta em Hajin e decidir com calma.
Veredito do Mestre
Eu estou animado, mas com um olho aberto. Mads Mikkelsen como vilão, Price fora do sistema e guerra de trincheira na Coreia são ideias fortes de verdade, e a Infinity Ward é o estúdio que sabe fazer campanha. Por outro lado, o Zombies sem modo próprio e a fuga do Game Pass no dia 1 me fazem pensar duas vezes antes de pré-comprar o pacote mais caro. Minha dica: se você vai jogar a campanha de qualquer jeito, pré-compre a Standard digital e aproveite a semana de vantagem. O resto, espere o jogo provar a que veio.