← Voltar AnimesNotícia

Por que Perugius quer batizar o filho de Rudeus se for menino: a história por trás do nome Saladin

Por André Rodrigues · 17 de ago. de 2026

🏆 Nota do Crítico: Spoiler além do que já foi ao ar

Imagem: Studio Bind

Aviso: este artigo contém spoilers pesados de trechos da light novel de Mushoku Tensei que vão além do que já foi exibido no anime. Um dos momentos mais tensos — e, no fim, mais emocionantes — envolvendo a família de Rudeus Greyrat acontece quando nasce Sieghart, seu quarto filho e segundo filho com Sylphiette. O problema não é o parto em si: é a cor do cabelo do bebê. Verde. A mesma cor rara que Sylphiette carrega e que, no mundo de Mushoku Tensei, está associada ao possível renascimento do Deus Demônio Laplace, selado 400 anos antes por três heróis lendários — entre eles, Perugius Dola, o Rei Dragão que vive na fortaleza voadora Chaos Breaker. O medo é real: Sylphiette passa a gestação inteira tendo pesadelos com uma sombra negra perseguindo uma criança de cabelo verde, e depois do nascimento fica visivelmente abalada, com medo de que o filho seja rejeitado pelo mundo — ou pior, que seja realmente Laplace reencarnado. Orsted, que carrega a missão de eventualmente derrotar Laplace, examina o bebê e garante que ele não é o Deus Demônio, mas isso não é suficiente: Perugius, como um dos responsáveis por selá-lo originalmente, não vai aceitar a palavra de ninguém sem ver a criança com os próprios olhos. Rudeus, então, decide agir da forma mais direta possível: leva a família inteira — Sylphy com o bebê no colo, Eris de prontidão com a mão na espada, Zanoba e o próprio Orsted — até Chaos Breaker, disposto a lutar contra qualquer um, inclusive Orsted, se for preciso proteger o filho. Diante de Perugius, ele declara abertamente: se a criança realmente for Laplace, ele mesmo vai cuidar de educá-la para o bem, e só tomará uma atitude mais drástica como último recurso.
📖 Continue lendo
É aí que vem a virada: Perugius revela que já sabia, desde o momento do nascimento, que a criança não era Laplace. Seu familiar Almanfi, capaz de enxergar à distância, já havia examinado o bebê e notado que a cor dos olhos era diferente, a capacidade mágica não tinha nada de excepcional, e — o detalhe mais importante — faltava nele "aquela maldição incômoda capaz de abalar o âmago de qualquer um", numa referência direta à presença de Laplace. Ou seja: todo aquele confronto tenso serviu, na prática, para Perugius testar a determinação de Rudeus em proteger a própria família. Satisfeito com o que viu, Perugius pede para segurar o bebê no colo — e é aí que ele lembra Rudeus de algo que o próprio casal parecia ter esquecido: uma promessa antiga de que, se o filho fosse menino, seria Perugius quem escolheria o nome. Rudeus e Sylphy já haviam decidido chamá-lo de Sieghart, inspirado no lendário Herói Imortal Siegfried de uma era passada — mas Perugius, cumprindo a promessa, dá a ele mais um nome: Saladin. A partir dali, o menino passa a se chamar oficialmente Sieghart Saladin Greyrat — uma combinação pensada para soar poderosa e prestigiosa, à altura de ser um presente de um dos heróis que salvaram o mundo da fúria de Laplace. O gesto, ainda que dado de forma abrupta e sem muita explicação por parte de Perugius, funciona como uma espécie de selo de aprovação: o Rei Dragão do castelo voador, um dos seres mais poderosos e desconfiados de todo o mundo de Mushoku Tensei, reconhece publicamente a criança como alguém digno de um nome à altura de sua própria lenda.