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One Piece: Aventura na Ilha Espiral Estreia nos Cinemas do Brasil em 22 de Outubro — Dublagem Inédita, Trama e Vale a Pena?

Por André Rodrigues · 02 de out. de 2026

Imagem: Divulgação/Toei Animation

Tem filme que chega aos cinemas como lançamento e tem filme que chega como reencontro. One Piece: Aventura na Ilha Espiral é do segundo tipo: lançado no Japão em 2001, ele estreia no Brasil em 22 de outubro de 2026, pela Paris Filmes, com dublagem nova e tudo. E sim, é aquele One Piece de quando o bando do Chapéu de Palha ainda era um grupo de cinco malucos num barquinho, muito antes de Wano, Egghead e de qualquer teoria de 40 páginas no Reddit. Por que esse filme volta agora (e não é só nostalgia) A Paris Filmes montou uma espécie de maratona: três filmes clássicos de One Piece, todos dirigidos por Junji Shimizu, estão voltando aos cinemas brasileiros. O primeiro, One Piece: O Filme (2000), abriu a sequência em 17 de setembro. O segundo é justamente esta Ilha Espiral, em 22 de outubro. E o terceiro, O Reino de Chopper na Ilha dos Animais Estranhos (2002), fecha a trilogia em 3 de dezembro. Cada sessão ainda vem com um curta exibido antes do longa. No caso da Ilha Espiral, o aperitivo é "Mire! O Rei do Beisebol Pirata", um daqueles curtas de humor pastelão que a Toei fazia na época para esquentar a plateia. Ou seja: é programa de cinema completo, não só um arquivo velho jogado numa tela grande. A trama: roubaram o Going Merry, e isso é pessoal A premissa é simples e funciona justamente por isso. O Going Merry, o navio do bando, é roubado. Para quem acompanha o mangá, só essa frase já aperta o peito, porque a relação da tripulação com o Merry virou um dos pontos emocionais mais fortes da série anos depois, no arco de Water 7. Em 2001, claro, ninguém sabia disso, mas assistir hoje dá um peso extra: o filme é, sem querer, uma carta de amor ao navio. A perseguição leva o bando até a Ilha Espiral (a Clockwork Island, no título internacional), um lugar cheio de mecanismos, armadilhas e corredores em espiral. Pelo caminho aparecem os irmãos ladrões e, depois, os Trump Siblings, uma tripulação liderada por Bear King, que sequestra a Nami e ainda fica com o chapéu de palha do Luffy. Convenhamos: mexer no chapéu do Luffy é pedir pra apanhar. A Nami como centro da história Uma coisa que o filme faz bem é dar peso à Nami. O vilão está obcecado por poder e quer casar com ela, o que transforma o resgate numa corrida contra o tempo, mas sem virar só "donzela em perigo". A navegadora continua esperta, teimosa e interessada em dinheiro, e o roteiro usa isso a favor da aventura.
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Para o público brasileiro, a Nami ganha voz nova de Tati Keplmair. Luffy é dublado por Carol Valença, Zoro por Glauco Marques e Usopp por Adrian Tatini. Quem preferir o áudio original japonês também vai ter essa opção, com o elenco clássico da série, incluindo Mayumi Tanaka como Luffy. O que vale prestar atenção Com 55 minutos de duração, o filme é rápido, e isso é uma qualidade. Foi o primeiro longa de One Piece a usar tinta e pintura digital, e dá para sentir a cor mais viva e o ritmo mais solto em relação ao primeiro filme. A trilha de Kohei Tanaka segue o clima de aventura de fliperama, e a sequência da escadaria espiral, com armadilhas mecânicas, é daquelas cenas que justificam a existência do filme. Agora, a parte honesta: os vilões não têm a presença de antagonistas mais recentes dos filmes da franquia. Bear King e os irmãos Trump funcionam mais como obstáculos coloridos do que como ameaças memoráveis. O brilho aqui está na diversão, no carisma do bando e na nostalgia, não numa grande reviravolta. Vale ver no cinema? Guia rápido para quem é novo Se você começou One Piece pelo live-action da Netflix ou pelo anime atual, pode entrar tranquilo. É uma história fechada, que não exige maratonar 1.100 episódios. Se for fã antigo, a graça é ver a turma nos primeiros tempos, com o visual clássico, numa tela grande e com dublagem inédita. E se você tem criança em casa, o formato curto e as cores fortes ajudam muito. Veredito do Mestre One Piece: Aventura na Ilha Espiral não vai mudar sua vida nem entrar no ranking dos melhores filmes da franquia, e tudo bem. É uma aventura enxuta, simpática e cheia de coração, que ganha um valor sentimental enorme quando você lembra o que o Going Merry representa. Se você curte One Piece, vale pelo reencontro. Leve o chapéu de palha (metafórico) e vá torcer pelo Luffy como se fosse 2001.