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A História Completa de Jujutsu Kaisen: do Início ao Final Explicado

Por André Rodrigues · 24 de ago. de 2026

Imagem: Divulgação/MAPPA

Jujutsu Kaisen, de Gege Akutami, é uma das maiores franquias do shonen moderno — e diferente de muitas séries que ainda estão em andamento, essa aqui já tem um final definido: o mangá terminou no capítulo 271, publicado em 2024. Se você quer entender a história inteira, do início ao desfecho, sem se perder nas reviravoltas, esse guia é pra você. Como tudo começa: Yuji Itadori e o Dedo de Sukuna Yuji Itadori é um colegial comum, com uma força física fora do normal, que se envolve com o clube de ocultismo da escola. Quando amigos seus, sem querer, libertam uma maldição ao abrir um objeto amaldiçoado, Yuji acaba engolindo um dos vinte dedos mumificados de Sukuna, o Rei das Maldições, pra impedir que a criatura tome posse do artefato. Isso faz de Yuji o novo hospedeiro do espírito de Sukuna, uma das maldições mais poderosas e temidas da história. Condenado à execução pela sociedade de exorcistas por carregar Sukuna dentro de si, Yuji recebe uma proposta: viver o suficiente pra consumir todos os vinte dedos de Sukuna e ser executado só depois, eliminando de vez a ameaça. Ele aceita, e passa a estudar na Escola Técnica de Feitiçaria de Tóquio, sob a tutela do professor mais poderoso da atualidade, Satoru Gojo. O mundo de Jujutsu Kaisen: maldições e técnicas amaldiçoadas No universo da série, emoções humanas negativas — medo, vergonha, ódio — se acumulam e dão origem a maldições, criaturas que se alimentam de energia amaldiçoada e ameaçam a sociedade. Feiticeiros (jujutsushi) usam suas próprias técnicas amaldiçoadas, herdadas ou desenvolvidas, pra combater essas ameaças. Gojo Satoru é o feiticeiro mais forte vivo, dono da técnica Seis Olhos combinada com o Infinito, e atua como professor e protetor dos estudantes mais promissores da escola, incluindo Yuji, Megumi Fushiguro e Nobara Kugisaki. Os grandes arcos da história
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A trama se desenrola em uma sequência de arcos cada vez mais tensos: o Evento de Boa Vontade de Kyoto, um torneio entre escolas de feiticeiros que expõe rivalidades e prepara o terreno pra tragédias futuras; o arco do Retrato da Morte, centrado no trágico Junpei Yoshino; e principalmente o Incidente de Shibuya, o ponto de virada mais brutal da série, no qual uma conspiração orquestrada por Kenjaku (usando o corpo de Suguru Geto) resulta no selamento de Gojo Satoru dentro do Reino Prisional — tirando de cena o feiticeiro mais forte bem na hora em que ele mais fazia falta. Yuji é dado como morto pouco depois, numa das cenas mais chocantes do mangá. O Culling Game e o retorno de Gojo Com Gojo fora de combate, a sociedade de feiticeiros mergulha em um jogo mortal chamado Culling Game, criado por Kenjaku pra forçar uma seleção violenta entre os feiticeiros restantes. É nesse período que personagens como Yuta Okkotsu ganham mais destaque. O momento mais aguardado da série finalmente chega no arco Shinjuku Showdown: Gojo é libertado do selamento e trava um confronto direto contra Sukuna — uma das batalhas mais bem construídas do shonen moderno. Sem entrar em spoilers de como exatamente se desenrola, o resultado desse confronto muda completamente o equilíbrio de poder da história e empurra a trama pro seu ato final. Como Jujutsu Kaisen termina (spoiler) No capítulo final, 271, a guerra contra Sukuna já terminou e Yuji está de volta ao lado de seus amigos, completando uma missão como se a vida estivesse, aos poucos, voltando ao normal. Em um momento reflexivo, Yuji relembra a última conversa que teve com Gojo antes do arco de Shinjuku, na qual o professor deixou a ele uma espécie de legado — e Yuji decide assumir esse papel, se tornando ele mesmo um guia pra próxima geração de feiticeiros. Sukuna, à beira da morte, recebe de Yuji um último apelo: uma chance de recomeçar e viver dentro dele de um jeito diferente. Sukuna recusa, e morre se declarando, até o fim, uma maldição — não um ser que buscava redenção. Na sequência, a história mostra brevemente o pós-vida de Sukuna, reencontrando personagens como Uraume e Mahito; ele dá as costas a Mahito e segue rumo ao norte, o mesmo caminho que Gojo trilhou após sua própria morte — um caminho que, segundo a mitologia da obra, indica reencarnação. A cena final mostra o último dedo de Sukuna guardado no mesmo santuário reservado a ele desde o início da história, agora funcionando como um selo protetor — fechando o arco narrativo com um símbolo de que o poder mais destrutivo da série se transforma, no fim, em proteção. Por que esse final funciona O que torna o desfecho de Jujutsu Kaisen especialmente redondo é o jeito como ele retoma elementos do capítulo 1: o dedo de Sukuna, que deu início a toda a tragédia de Yuji, termina guardado exatamente onde deveria ter ficado desde o começo — só que agora carregando um significado oposto ao do início. É um final que não tenta amarrar tudo com um laço perfeito e feliz, mas que entrega coerência emocional e temática pra uma história que sempre tratou maldições, trauma e sacrifício como partes inseparáveis da condição humana.