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Turok: Origins — tudo sobre o reboot que traz a Ordem dos Turok contra dinossauros e alienígenas

Por André Rodrigues · 05 de set. de 2026

Depois de quase uma década sem um novo título relevante, a franquia Turok está de volta com Turok: Origins, um reboot ambicioso desenvolvido pela Saber Interactive em parceria com a Universal Products & Experiences, com lançamento previsto para o outono de 2026 em PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2. Uma nova mitologia para a Ordem dos Turok Ao contrário dos jogos clássicos, focados quase exclusivamente em Joseph Turok como protagonista solitário, Turok: Origins expande o conceito ao introduzir a mística Ordem dos Turok, um grupo de guardiões dotados de poderes extraordinários que enfrentam dinossauros ferozes e uma ameaça alienígena determinada a dizimar a humanidade em toda a galáxia, uma escala narrativa muito maior do que a das primeiras aventuras da franquia nos anos 90. Gameplay híbrido entre primeira e terceira pessoa Um dos anúncios mais comentados é a decisão da Saber Interactive de misturar perspectivas de câmera dependendo do personagem escolhido: alguns guardiões atuam em terceira pessoa usando poderes místicos corpo a corpo, enquanto outros preferem o tiroteio tradicional em primeira pessoa, uma abordagem que promete variedade tática tanto em campanhas solo quanto no modo cooperativo online anunciado para o lançamento. Arsenal que mistura tecnologia primitiva e alienígena O arsenal do jogo caminha entre dois extremos completamente distintos: de um lado, arcos, escopetas e rifles de precisão que remetem à sobrevivência primitiva contra dinossauros; do outro, tecnologia alienígena experimental que introduz um elemento de ficção científica mais pesado do que o visto nos jogos clássicos da franquia. Os jogadores também coletam os chamados Echoes, recurso usado para desbloquear os Turok Powers, habilidades customizáveis que moldam o estilo de combate de cada guardião. O que aconteceu com a franquia nas últimas décadas Turok nasceu nos quadrinhos da Dell Comics ainda nos anos 50, mas se tornou verdadeiramente icônico nos videogames graças a Turok: Dinosaur Hunter de 1997 para Nintendo 64, um dos primeiros shooters em primeira pessoa a rodar de forma fluida em console e que se tornou referência técnica da época. Depois de um reboot em 2008 e remasterizações lançadas na década de 2010, a franquia ficou praticamente esquecida até o anúncio deste novo projeto. Por que a Saber Interactive é a escolha certa para o reboot A Saber Interactive acumula experiência recente com remakes e remasters de peso, o que gera confiança entre os fãs de que a essência da franquia, centrada no combate visceral contra dinossauros em ambientes de selva densa, será preservada mesmo com a adição de elementos místicos e alienígenas completamente novos à mitologia original criada há quase trinta anos. A aposta em multiplayer cooperativo como diferencial Diferente da maioria dos jogos clássicos de Turok, que eram estritamente single-player, Turok: Origins chega com suporte nativo a cooperação online, uma decisão que acompanha a tendência atual do mercado de shooters de oferecerem experiências compartilháveis entre amigos, e que pode ampliar significativamente o alcance comercial do título em relação às entradas anteriores da série.
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A nostalgia dos anos 90 como motor de marketing Turok: Dinosaur Hunter marcou uma geração inteira de jogadores do Nintendo 64 justamente por entregar uma experiência tecnicamente impressionante para a época, com neblina volumétrica que disfarçava limitações de hardware e se tornou parte da identidade visual da franquia, e a Saber Interactive parece consciente de que precisa equilibrar essa nostalgia com uma apresentação totalmente moderna para conquistar tanto veteranos quanto uma nova geração de jogadores. Dinossauros como antagonistas continuam sendo a maior atração Apesar da adição de ameaças alienígenas e elementos místicos à trama, os combates contra dinossauros continuam sendo o núcleo da experiência prometida por Turok: Origins, com a Saber Interactive prometendo uma variedade maior de espécies e comportamentos de inteligência artificial mais agressivos do que os vistos em jogos anteriores da franquia, mantendo viva a fantasia de poder que sempre definiu a série desde sua estreia nos quadrinhos. O momento certo para o retorno de shooters mais nichados Com o mercado de jogos de tiro cada vez mais dominado por títulos multiplayer competitivos, o retorno de Turok como uma experiência híbrida entre ação solo e cooperativa surge como uma alternativa interessante para jogadores que sentem falta de campanhas mais focadas em atmosfera e exploração, um nicho que perdeu espaço nos últimos anos mas que ainda mantém uma base de fãs fiel e vocal nas redes sociais. A escolha de plataformas como sinal de ambição comercial Lançar simultaneamente em PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2 mostra que a Saber Interactive e a Universal Products & Experiences enxergam Turok: Origins como um projeto capaz de alcançar públicos bastante diferentes, da audiência mais tradicional de shooters em consoles de mesa até jogadores que preferem experiências portáteis no híbrido da Nintendo, ampliando consideravelmente o potencial de vendas do título em seu lançamento. Expectativa da crítica após os primeiros contatos com o jogo Publicações internacionais que tiveram acesso a demonstrações práticas do jogo na Gamescom 2026 destacaram a fluidez da transição entre os estilos de combate em primeira e terceira pessoa como um dos pontos mais surpreendentes da experiência, além de elogiarem a direção de arte que consegue equilibrar cenários pré-históricos com estruturas alienígenas de forma coesa. Um teste importante para revivals de franquias clássicas Se Turok: Origins conseguir capturar tanto a nostalgia dos fãs que jogaram o Nintendo 64 original quanto conquistar um público novo através do multiplayer cooperativo, o jogo pode se tornar um case de sucesso para outras franquias adormecidas que a indústria ainda hesita em revisitar, mostrando que existe espaço de mercado real para reboots ambiciosos de propriedades intelectuais dos anos 90.