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Castlevania: Belmont's Curse: Notas da Crítica, Rose Belmont e Por Que o 86 no Metacritic Importa

Por André Rodrigues · 20 de out. de 2026

Imagem: Foto: Unsplash

Quando a Konami anunciou, em fevereiro, que o próximo Castlevania seria feito pelo pessoal do Dead Cells, metade da internet comemorou e a outra metade cruzou os dedos com força. Pois bem: Castlevania: Belmont's Curse chegou em 15 de outubro e a notícia é boa. Metacritic em 86, OpenCritic em 85, e uma frase que ninguém ouvia há muito tempo: é a série mais bem avaliada em duas décadas. Mas calma, porque o consenso da crítica não é tão unânime quanto o número sugere, e é justamente aí que mora a parte interessante. O que é Belmont's Curse, afinal O jogo é um metroidvania 2D de ação e exploração, ambientado na Paris de 1499, mais de duas décadas depois dos eventos de Castlevania III: Dracula's Curse. Quem empunha o chicote agora é Rose Belmont, filha de Trevor Belmont, o herói do terceiro jogo. A missão é a de sempre, só que com sotaque francês: entrar na cidade, encarar os monstros e invadir um castelo místico antes que Paris seja condenada à escuridão eterna. O desenvolvimento ficou com a Evil Empire (a mesma de Rogue Prince of Persia), com a Motion Twin, criadora de Dead Cells, assessorando, e a Konami publicando. Esse casamento não saiu do nada: a Evil Empire nasceu em 2019 para cuidar de Dead Cells, e a última expansão do jogo, Return to Castlevania (2023), colocou personagens, armas e inimigos da franquia no meio do roguelite. Funcionou tão bem que virou um teste de convivência bem-sucedido. O lançamento ainda cai no aniversário de 40 anos da série, o que dá aquele peso simbólico extra. O que a crítica está elogiando O coro é afinado em três pontos: combate, travessia e atmosfera. A GameSpot deu nota 10 e foi ao ponto de dizer que o jogo pode ficar lado a lado com Symphony of the Night, o que, convenhamos, é o equivalente nerd a pedir o Oscar. A Game Informer deu 9,25, elogiando o mundo rico, o combate tenso e os segredos espalhados, além de dizer que o jogo respeita os clássicos sem ficar preso a eles. A Famitsu cravou 32 de 40, com quatro notas 8, o tipo de resultado que a revista japonesa dá para jogos sólidos e bem-feitos. Entre os recursos que os analistas citaram estão o chicote como eixo da ação, golpes de movimentação mais ágeis, ferramentas de rastreamento no mapa (um alívio para quem odeia se perder em metroidvania), quebra-cabeças ambientais e um sistema de tarô. Uma das reviews estima algo em torno de uma dúzia de horas ou mais de jogo, o que é um tamanho honesto para os US$ 29,99 pedidos. Onde a coisa esfria
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Agora vem o outro lado. A IGN deu 8 e fez uma observação que resume a polêmica: o jogo funciona melhor como metroidvania do que como Castlevania, com menos do charme característico da série. A GamesRadar (4 de 5) comentou que o visual é mais colorido e vistoso do que o gótico clássico. A Nintendo World Report (7,5) elogiou a estética e a Rose, mas apontou design irregular e disse que o jogo fica abaixo de Symphony of the Night, Silksong e Bloodstained. Siliconera e Push Square deram 7: a primeira achou boa parte do jogo genérica, a segunda disse que é um bom metroidvania que oferece pouca novidade num gênero lotado. O problema do Switch Tem um aviso prático para quem pretende jogar no portátil da Nintendo. Siliconera relatou problemas de desempenho e visual no Switch e no Switch 2, e a Worth Playing chamou a versão de Switch de fraca, apesar de elogiar o jogo (nota 8). Há relatos de que a taxa de quadros dobra no Switch 2, mas se você tem opção, PS5, Xbox Series ou PC parecem ser os caminhos mais seguros. Existe ainda uma demo gratuita na eShop, então dá para testar antes de gastar. Por que o 86 importa Contexto para dimensionar: segundo o KitGuru, o 86 do Metacritic coloca Belmont's Curse como o sexto melhor da franquia, entre Portrait of Ruin (85) e Harmony of Dissonance (87). Não chega ao 89 de Dawn of Sorrow, de 2005, mas é a maior nota em vinte anos. Ou seja: não é a ressurreição que tira o Symphony of the Night do trono, é algo talvez mais valioso, a prova de que a Konami consegue entregar um Castlevania 2D respeitado de novo, sem depender de nostalgia pura. Veredito do Mestre A divisão da crítica entre 'obra-prima' e 'bom, mas genérico' me parece a descrição mais honesta do momento. Belmont's Curse não precisa ser perfeito para cumprir o papel: ele recoloca o chicote dos Belmont no centro da conversa, num jogo bem avaliado, a um preço camarada. Se a Konami aprender com as críticas sobre identidade, o próximo pode ser o que a série merece. Por ora, se você curte metroidvania, baixe a demo e tire suas próprias conclusões. Eu já estou afiando o chicote.