Titãs: Uma Equipe Marcada pela AusênciaDC Next Level: Legião dos Super-Heróis, Titãs e Patrulha do Destino Ganham Novas Séries — Tudo Sobre a Nova Era da DC
Por André Rodrigues · 17 de set. de 2026
Imagem: Divulgação/DC Comics
Se você achava que setembro de 2026 ia ser mês de resposta só pra quem acompanha filme e série, a DC Comics decidiu lembrar todo mundo que os quadrinhos continuam sendo o motor de boa parte do universo nerd. No dia 2 de setembro, a editora lançou três novas séries mensais dentro da linha DC Next Level: Legião dos Super-Heróis, Titãs e Patrulha do Destino. E não, não é só mais um relançamento com números #1 pra vender variant cover — as três vêm com equipes criativas de peso e promessas de recontar essas equipes de um jeito que não se via há anos.
O Que É a DC Next Level?
A Next Level é a linha que a DC vem construindo desde o fim de 2025, puxada em boa parte pela visão de Scott Snyder, com a proposta de tirar do armário personagens e equipes que sempre viveram à sombra de Batman e Superman. Antes das três novas séries, a linha já tinha entregado relançamentos bem recebidos de Batwoman (com Greg Rucka de volta ao personagem), Lobo (Skottie Young e Jorge Corona), Deathstroke: O Exterminador, Firestorm, Zatanna, Barbara Gordon: Breakout e O Homem-Morto. A ideia é simples: pegar nomes consagrados e talentos em ascensão, dar liberdade criativa total e criar pontos de entrada novos pra quem nunca leu esses personagens — sem pisar na continuidade principal do universo DC.
Legião dos Super-Heróis: o Futuro Volta ao Centro do Palco
A Legião é talvez a aposta mais arriscada das três. É uma equipe do século 31 — um grupo de super-heróis adolescentes de diversos planetas que, historicamente, é adorada por fãs antigos e meio incompreendida por quem começou a ler HQ depois dos anos 2000. Quem assume os roteiros agora é Joshua Williamson (que já mexeu com Flash e Batman/Superman na DC) ao lado do desenhista Hayden Sherman, conhecido pelo traço anguloso e expressivo em títulos como Extremity e Ultramega. A proposta anunciada é reapresentar o legado de Superman no futuro distante sem exigir que o leitor tenha decorado décadas de história anterior — o que, convenhamos, sempre foi o maior obstáculo da Legião pra conquistar gente nova.
Titãs: Uma Equipe Marcada pela Ausência
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A nova Titãs, escrita por Kyle Higgins (Amanhecer dos Titãs, Radiant Black) com arte de Daniele Di Nicuolo, parte de um gancho direto: um dos membros da equipe desaparece depois de participar de um comício ligado à organização Ascend, e o grupo — formado por Fairplay, Cheshire Cat, Proxy e Wildcard, nomes bem menos batidos que Robin ou Estrela — precisa se unir ao Capuz Vermelho pra descobrir o que aconteceu. É uma escalação propositalmente afastada do time clássico que virou desenho e filme, sinal de que a DC está mesmo tentando abrir espaço pra personagens secundários em vez de reciclar sempre os mesmos rostos.
Patrulha do Destino: Heróis Quebrados, Mundo Quebrado
Se tem uma equipe que sempre foi sinônimo de esquisitice e trauma nos quadrinhos, é a Patrulha do Destino — e a nova série não foge disso. Nas mãos do vencedor do Eisner Darcy Van Poelgeest (Little Bird) e do desenhista Niko Henrichon (A Glória de Bagdá), a HQ chega com uma premissa bem atual: o time está literalmente sem dinheiro, tentando se manter relevante e funcional num mundo que não sabe o que fazer com heróis tão estranhos quanto eles. É o tipo de abordagem que combina com o espírito histórico da Patrulha — sempre menos sobre salvar o dia e mais sobre sobreviver a ele.
Por Que Isso Importa Para Quem Não Lê HQ Toda Semana
Mesmo que você só acompanhe DC pelo cinema ou pelas séries da HBO Max, vale ficar de olho nesse movimento por um motivo prático: é exatamente desse tipo de relançamento que costumam sair as histórias adaptadas depois. A Patrulha do Destino já virou série live-action inspirada nos quadrinhos, a Legião é cotada há anos como possível projeto audiovisual, e o próprio sucesso comercial da Next Level — que ajudou a DC a abrir setembro de 2026 com quase 50% de market share nas lojas de quadrinho, bem à frente da Marvel — mostra que a editora encontrou uma fórmula que funciona tanto pra vender revista quanto pra criar material com potencial de tela. Vale a pena pelo menos folhear os primeiros números.
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Se tem uma equipe que sempre foi sinônimo de esquisitice e trauma nos quadrinhos, é a Patrulha do Destino — e a nova série não foge disso. Nas mãos do vencedor do Eisner Darcy Van Poelgeest (Little Bird) e do desenhista Niko Henrichon (A Glória de Bagdá), a HQ chega com uma premissa bem atual: o time está literalmente sem dinheiro, tentando se manter relevante e funcional num mundo que não sabe o que fazer com heróis tão estranhos quanto eles. É o tipo de abordagem que combina com o espírito histórico da Patrulha — sempre menos sobre salvar o dia e mais sobre sobreviver a ele.
Por Que Isso Importa Para Quem Não Lê HQ Toda Semana
Mesmo que você só acompanhe DC pelo cinema ou pelas séries da HBO Max, vale ficar de olho nesse movimento por um motivo prático: é exatamente desse tipo de relançamento que costumam sair as histórias adaptadas depois. A Patrulha do Destino já virou série live-action inspirada nos quadrinhos, a Legião é cotada há anos como possível projeto audiovisual, e o próprio sucesso comercial da Next Level — que ajudou a DC a abrir setembro de 2026 com quase 50% de market share nas lojas de quadrinho, bem à frente da Marvel — mostra que a editora encontrou uma fórmula que funciona tanto pra vender revista quanto pra criar material com potencial de tela. Vale a pena pelo menos folhear os primeiros números.